Baixista dos Arctic Monkeys diz se sentir desempregado.
Nick O'Malley, baixista e caçula dos Arctic Monkeys, não vê a hora de vir ao Brasil, onde toca dia 26 de outubro do Tim Festival. Para ele será a oportunidade de ver de perto o "Grande Jesus" (Cristo Redentor). Aos 22 anos, o músico conseguiu entrar no grupo ano passado no lugar de Andy Nicholson, que não agüentou a pressão do sucesso. "Tive a oportunidade de conhecer o mundo todo e ainda sou pago para me divertir. Me sinto desempregado. É muito estranho", explica o rapaz, que trabalhava como caixa de supermercado e entregador de pizza antes de virar um astro do rock.
O sucesso, segundo ele mesmo, tem seu lado ruim, mas não sobe à cabeça da banda. "Tem umas coisas esquisitas, como ver fotos suas no jornal, mas no geral nos divertimos normalmente, indo a pubs e tomando cerveja. Nada muito pesado, não usamos drogas nem perdemos muito a linha", brinca.
A banda já preparam seu terceiro CD, que deve ser lançado no fim do ano. Detalhe: o segundo álbum, Favourite Worst Nightmare, chegou as lojas há apenas cinco meses. "Já temos umas cinco músicas gravadas. Não acho que estamos nos apressando, se você tem boas canções por que não gravá-las?", desdenha, com segurança.
O medo da pirataria também não aflige o baixista, afinal os Arctic Monkeys ficaram conhecidos por meio de seus fãs, que espalharam suas músicas na Internet. "Quem gosta de nós vai querer comprar o CD. Eu hoje compro muito, porque tenho dinheiro. Mas quando não tinha, baixava na Internet. Não vejo problema nisso", defende o baixista, que ultimamente tem ouvido os discos dos brasileiros Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê. ¿Não entendo o que eles cantam, mas sei que são letras bem sujas. Gosto da batida¿, empolga-se.
Fenômeno da Internet, os Arctic Monkeys viraram febre antes mesmo de gravaram seu primeiro álbum Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, em 2006. Seus fãs colocaram o CD demo na rede e a coisa tomou uma proporção absurda. Mesmo assim, contratados pela gravadora Domino, os ingleses conseguiram vender só na primeira semana, no Reino Unido, 363.735 cópias. E ainda abocanharam o Mercury Prize do ano passado, espécie de Grammy do Reino Unido.
Ainda assim há ingressos para ver os rapazes no Tim Festival no Rio, São Paulo e Curitiba.
Fonte: musica.terra.com.br



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