Em 2007, principalmente no segundo semestre, o Brasil recebeu grande quantidade de shows e festivais de música pop. Para este ano, as perspectivas de quem trabalha na área são mais otimistas.
Os principais responsáveis pelo calendário cheio são a queda do dólar em relação ao real e outras moedas internacionais e a situação econômica favorável de outros países da América do Sul, como Chile e Argentina.
"O dólar baixo conta a favor. Além disso, há uma conscientização maior das empresas privadas em investir em promoção, e não apenas com publicidade em mídia", opina William Crunfli, sócio da produtora Mondo Entretenimento, responsável pelo Live Earth, no ano passado, no Rio, e pela vinda de Iron Maiden e Hillary Duff neste ano.
Crunfli afirma ainda que estuda realizar um novo festival de música pop no país, e que já sabe que outros empresários do setor estão fazendo o mesmo.
Na prática, o calendário de 2008 começa a ser preenchido.
De 4 a 31 de janeiro acontece a 14ª edição do festival Humaitá pra Peixe, no Rio de Janeiro, com debates, workshops e shows de artistas como Roberta Sá, Do Amor, Vanguart, Maquinado, Silvia Machete, Z'Africa Brasil, entre outros.
O evento ocupará cinco espaços: Sala Baden Powell, Cinemathèque JamClub, Bar Mofo, Estúdio Be Happy e Oi Futuro.
A cantora e atriz teen Hillary Duff faz dois shows em São Paulo (dias 21 e 22 de janeiro, no Via Funchal) e um no Rio de Janeiro (dia 24/1). O Via Funchal também será o local da apresentação do irmão de Neneh Cherry, o músico Eagle-Eye Cherry, em 17 de janeiro.
A música eletrônica deixou de ser exclusiva de clubes e raves e hoje anima de festa junina a micaretas. Assim, não é de se estranhar que vários DJs internacionais aproveitem o Carnaval para tomar caipirinhas e ganhar algum dinheiro. O francês David Guetta (dia 3/2) e o holandês Tiesto (dia 5/2) tocarão em Florianópolis.
Fatboy Slim estará tanto no Sirena (3/2) quanto em trio elétrico em Salvador (5/2). O Sirena, em Maresias (SP), também recebe Sander Van Doorn (2/ 2), enquanto a dupla Deep Dish passa por Salvador (1º/2), Rio (2/2), Itajaí, em Santa Catarina (3/2 e 4/2) e Maresias (5/2).
E o top Sasha estará no clube Warung, em Itajaí (SC), em 5/2.
Iron e Dylan
Voltando ao rock, pouco depois do Carnaval as atenções estarão sobre o grupo emo-gótico My Chemical Romance, que passa por São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba entre os dias 15 e 20 de fevereiro.
Março será mês movimentado, principalmente por veteranos como Bob Dylan e Iron Maiden. O primeiro vem pela quarta vez ao país, com shows em São Paulo (provavelmente no Via Funchal) e Rio (sem local definido). As datas ainda não foram fechadas.
Já o Iron Maiden relembra músicas clássicas como "The Number of the Beast" em apresentações em São Paulo (no dia 2 de março; ingressos já esgotados), Curitiba (dia 4) e Porto Alegre (dia 5).
Representante da geração do "novo rock" que apareceu no pós-2001, o quarteto nova-iorquino Interpol vem pela primeira vez ao Brasil. Eles mostram faixas do último álbum, "Our Love to Admire" (2007) em São Paulo (no dia 11/3, no Via Funchal), no Rio de Janeiro (em 13/3, na Fundição Progresso) e em Belo Horizonte (dia 15/3, no Chevrolet Hall).
Será que eles vêm?
Fora os nomes já confirmados, os produtores de shows negociam a vinda de outros nomes. Sabe-se que artistas como Ozzy Osbourne, Foo Fighters, Rage Against the Machine e The Cure reservaram datas para turnê pela América do Sul --o que não significa que isso será oficializado.
Os shows de Ozzy e The Cure seriam para o primeiro semestre, enquanto as apresentações de Rage Against the Machine e Foo Fighters podem acontecer no Brasil somente entre outubro e dezembro.
Quem tem "boas chances" (segundo um produtor) de aparecer por aqui é o Guns 'N Roses, no início do segundo semestre. O REM, dizem seus agentes no exterior, quer lançar novo disco e sair em turnê. O Brasil está na lista deles, assim como na das cantoras Corinne Bailey Rae e Joss Stone, que estudam propostas.
texto: Thiago Ney (Folha de S. Paulo)



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